Vanesa Campos é assassinada no Bois de Boulogne A arma do crime teria sido roubada de um policial

A profissional do sexo transgênera, Vanesa Campos, foi assassinada na noite de quinta (16) para sexta-feira, 17 de agosto de 2018, por uma bala 9 milímetros proveniente de uma arma de polícia, segundo as informações do jornal Canard Enchainée, tornadas públicas nessa quarta-feira, 29 de agosto. A arma do crime seria uma “Sig sauer”, pistola semiautomática utilizada por toda a força de segurança francesa, principalmente pela polícia.

Durante nosso encontro com as profissionais do sexo presentes no Bois de Boulogne na noite em que Vanesa Campos foi assassinada, elas questionaram justamente sobre a proveniência da arma, evocando a hipótese de um roubo em uma viatura de polícia, sem todavia ter sido possível verificar isso.

O jornal semanal também sugere que a sede da polícia de Paris está em má forma. Ele faz a ligação com outro incidente que teria ocorrido sete dias antes da morte de Vanesa Campos. De acordo com as informações do jornal satírico, na noite de 9 de agosto de 2018, um oficial da polícia, cuja viatura estava estacionada no Bois de Boulogne, teria declarado a perda de sua braçadeira de polícia e de sua arma com o carregador deixados na viatura.

 

Cinco pessoas indiciadas

Algumas informações que provavelmente farão avançar as investigações: na segunda-feira, 27 de agosto, Têtu revelou que cinco pessoas foram indiciadas e postas sob custódia provisória por “homicídio cometidos por gangues organizadas” e “roubos com destruição do patrimônio”, conforme requisições da promotoria.

Vanesa Campos, uma profissional do sexo transgênera de 36 anos, de origem peruana, foi assassinada no Bois de Boulogne enquanto tentava impedir que seus agressores roubassem um cliente, em uma situação particularmente tensa. Segundo as profissionais do sexo presentes no local na noite do crime, é um verdadeiro “clima de terror” que elas sofrem há três anos, presas desses agressores cotidianamente.

Centenas de profissionais do sexo e militantes LGBT se manifestaram, sexta-feira, 24 de agosto, saindo da Porte Dauphine até o Bois de Boulogne, bem como em várias outras cidades da França, para reivindicar que seja feita justiça para Vanesa. Outra manifestação foi organizada para essa quarta-feira, 29 de agosto, na capital. A associação Pari-T fará atendimento às 18 horas na estação de metrô de Pigalle: “Somos todxs Vanesa porque não somos imunes à agressão de uma sociedade em que as LGBTfobias, e de modo mais geral o ódio ao outro, são banalizadas. Juntxs exigimos justiça para Vanesa!”, lê-se no perfil do Facebook do evento.

 

Reportagem de Marion Chatelin publicada em Têtu, em 29 de agosto de 2018. Disponível em: < http://tetu.com/2018/08/29/meurtre-vanesa-campos-arme-appartenir-agent-police/?utm_source=t.co&utm_medium=referral>.

Tradução: Luiz Morando.

Assinaturas-Luiz

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s