Matteo Salvini ou a renaturalização das fronteiras raciais e sexuais da democracia

Neste verão, os atos e as falas racistas explodiram sobre a península itálica, ecos das opiniões de Matteo Salvini, cujas palavras violentas adquiriram uma força performativa. A contrarrevolução, que coloca em marcha a aproximação com o fascismo que ele opera, surge não apenas como racista, mas também sexista e homofóbica. Até aonde a democracia recuará?

Todo o trabalho de Abdelmalek Sayad prova isso, «pensar a imigração é pensar o Estado» pelo desvelamento das categorias inconscientes inscritas nas estruturas estatais. Por meio da explosão dos mais brutais pronunciamentos racistas, com os quais Matteo Salvini inunda a Península desde que assumiu a cadeira do Ministério do Interior, uma forma de «democracia reduzida» está se formando na Itália.

A proliferação e a violência que caracterizam o discurso do «capitão», como Salvini gosta de ser chamado na esteira de outros duces, fazem parte do vocabulário que caracterizou sua campanha, mas agora são as de um estadista e essa diferença de natureza faz do discurso que ele usa uma arma de precarização da democracia. As palavras que ele emprega enquanto ministro da República e Vice-Primeiro-Ministro do governo italiano são armas de destruição da integridade física e moral dos sujeitos, as pessoas racializadas, que já são, em sua maioria, vilipendiadas por condições de vida ou de trabalho particularmente cruéis.

As palavras de Estado batem e ferem, elas marcam os corpos e as consciências, pois têm a força do performativo: elas contribuem para fazer crer na existência de uma realidade – a do «perigo da invasão», dos «clandestinos em cruzeiro», do «fim do seu recesso», do «racismo anti-italiano», do «totalitarismo do politicamente correto», das «raízes católicas da Europa». E podem ainda mover dia a dia, hora a hora, a fronteira do que é dizível na democracia, quer dizer, do que poderá ser conseguido ao se reivindicar a democracia. Elas funcionam como semáforos verdes, formas de autorização, e quando elas veiculam a violência racista, tornam-se salvo-condutos para que outras violências racistas se produzam na mais total impunidade. No começo de agosto, por um pronunciamento feito pelo alto-falante, uma maquinista intimou «ciganos e importunadores» a descerem porque eles teriam «enchido o saco» dos passageiros. A voz dessa agente de uma função pública é o eco, a tradução direta e exata da voz do ministro Salvini anunciando algumas semanas antes querer recensear os ciganos, lamentando dever «cuidar» daquelas e daqueles com nacionalidade italiana.[i]

As «rondas» efetuadas pelo segundo ano consecutivo por militantes neofascistas da Casa Pound[ii] em uma praia de Ostia adquiriram este ano um significado totalmente novo, como lembra o jornalista Leonardo Bianchi, porque elas fazem parte da continuidade de uma política estatal, «a operação praias seguras», lançada e financiada pelo ministro do Interior contra «os importunadores que vendem às escondidas»[iii]. A escalada dos atos e comentários racistas que explodiram na Itália desde o início do verão reverbera os slogans e as práticas de Estado e se revela como a consequência de três reorientações políticas que Salvini realizou no momento de sua chegada à chefia da Liga Norte, em 2012[iv]. Estas reformulações contribuem para explicar seu sucesso – de 17,4%, a Liga passaria a 30% das intenções de voto e seduziria a maioria dos católicos, apesar das críticas expressadas por parte do clero. As três questões concernem à natureza de um momento político mais amplo, do qual a Itália poderia ser o laboratório.

A virada «patriótica»

Primeira descontinuidade ideológica: o racismo. Salvini quis e conseguiu silenciar a dimensão separatista e regionalista que caracterizou seu partido anteriormente – e seu correlato ideológico, o ódio «antimeridional» – para fazer dele uma força xenófoba com vocação nacional. Daí a escolha do slogan de sua campanha Prima gli italiani (os italianos em primeiro lugar) reivindicando o America First, bandeira eleitoral de Donald Trump, aliás, slogan da Ku Klux Klan. O governo de Salvini sabe como reavivar e coagular diferentes formas de «ódio do outro» já estruturalmente presentes no tecido social nacional, e capitaliza sobre as desastrosas desigualdades sociais causadas pelas reformas neoliberais conduzidas, em resposta à crise econômica de 2008, pelos últimos governos de centro-esquerda.

As fronteiras que todos esses «patriotas» têm o cuidado de «proteger» são, é claro, geográficas, com a política de fechar os portos e suas consequências em termos de mortes, condenações à escravidão, torturas, estupros e outras atrocidades cometidas sobre milhares de homens, mulheres e crianças. Mas Salvini e os seus defendem sobretudo as «fronteiras» tais como elas são fantasiadas pelos supremacistas brancos, construídas sobre o simbolismo da «pureza de sangue» ou da «pele clara», la pelle giusta, para retomar o título da enquete de Paola Tabet sobre o racismo italiano, ou ainda de suas retraduções culturalistas, mesmo que elas sejam as de Renaud Camus («a grande substituição dos povos europeus») ou de Alain de Benoist («a grande transformação»).

Para Salvini e seus simpatizantes, a nacionalidade italiana de uma pessoa cigana não significa que ela seja um ou uma «verdadeirx italianx»; o mesmo vale para xs afrodescendentes. Essxs italianxs permanecem «clandestinxs», portadorxs de «alteridade cultural», de corpos estrangeiros e ameaçados de serem expulsos, de «não-humanos», contra os quais se poderá desencadear qualquer forma de violência verbal ou física sem sentir o mínimo de dor, o menor sentimento de culpa. Em L’idéologie raciste, Colette Guillaumin mostra que a articulação entre alterização e desumanização dos grupos sociais alvos do racismo é o óleo que permite a mecânica da violência racista se implantar e se reativar tão facilmente. Em 1946, ao se interrogar sobre o advento do nazismo, Ernst Cassirer esceve em Le mythe de l’État que o mito racista «nunca foi verdadeiramente vencido ou superado, mas permanece sempre presente, à espreita nas sombras, esperando sua hora, bem como uma oportunidade favorável». Onde estamos hoje? Quem são nossos «não-humanxs»?

A segunda ruptura política operada por Salvini é constituída pelo apagamento ideológico de toda forma de antifascismo, entretanto reivindicado em alguns momentos no início de seu partido por seu fundador, Umberto Bossi. A liquidação do antifascismo se metamorfoseou rapidamente em permeabilidade com a extrema-direita, seus representantes, seus ideólogos, seus militantes – a França de Marine Le Pen; a Rússia de Alexander Dugin; os Estados Unidos de Steve Bannon e, na Itália, os neofascistas do Casa Pound ou do Forza Nuova[v], os skinhead neonazistas do Veneto Fronte Skinheads[vi]. Esses grupos reconhecem desde então em Salvini um aliado ou ao menos um interlocutor.

Vestir uma vez, depois duas vezes, como Salvini o fez, as roupas de duas das principais marcas identitárias e neofascistas de referência da Europa inteira não é um acaso e é bem mais que uma piscadela para um eleitorado em potencial. Como outros duces, Salvini faz um notável uso político de seu corpo, que, graças a onipresentes encenações, tornou-se a encarnação ao mesmo tempo acessível e carismática, próxima e taumatúrgica, de sua ideologia populista, supremacista, anti-intelectualista, mas também heteronormativa e masculinista. Ele fala de fato apenas a língua da racialização, quer dizer, da essencialização e da inferiorização das pessoas não brancas, para fazer existir um projeto político que ele chama de maneira programática «a revolução do bom senso», mas também a do sexo e da sexualidade. Em 1° de junho, seu primeiro discurso ministerial definiu em conjunto duas prioridades políticas: lutar contra a imigração e proteger a família «formada por uma mãe e um pai».

O espectro da «ideologia de gênero»

Fazer a defesa da chamada «família natural» como uma prerrogativa de sua ação governamental constitui o terceiro ponto de virada da política de Salvini. A expressão é o marcador ideológico de uma nova causa levantada desde 2013 por uma ampla frente heteróclita de atores do associacionismo antiaborto e familiarista, do polo identitário do mundo católico, até mesmo da galáxia dos grupos de extrema-direita: a guerra contra o que esses atores chamam «a teoria de gênero», «a ideologia de gênero» ou ainda «o gênero».

Homólogo do movimento guiado na França pelo coletivo La Manif pour Tous[vii] e inscrito em uma galáxia transnacional de mobilizações que interessam a um número ainda hoje crescente de países, da Europa às Américas Central e Latina, o movimento «antigênero» italiano constitui um dos laboratórios mais criativos em termo de forma de ações e de referências mobilizadas desse novo modo de engajamento que visa a bloquear qualquer empreendimento político, jurídico ou cultural que defenda a desnaturalização da ordem sexual.[viii] Do reconhecimento do casamento entre pessoas do mesmo sexo (como, por exemplo, na França) à adoção da Convenção de Istambul (como na Bulgária ou na Eslováquia), do desenvolvimento dos estudos de gênero (como no Brasil ou na Hungria) à luta contra a homofobia e a transfobia (como na Itália), os grupos «antigênero» se opõem a essas políticas concebidas como as consequências de uma «ideologia» que, liderada pelo «lobby feminista e homossexualista» e retransmitida pelas instâncias políticas supranacionais controladas por essa «elite globalista», estaria «colonizando ideologicamente» o mundo inteiro para destruir «o alfabeto humano».

Esses grupos adaptaram em nível nacional uma retórica que foi concebida desde meados dos anos 1990 pelas instâncias doutrinárias do Vaticano. Ao tomar para si o conceito feminista de gênero, deformando-o, diabolizando-o e fazendo dele a metonímia da revolução política e teórica levantadas pelos movimentos feministas e LGBTQ+, essa retórica tem vários objetivos: tornar mais audível, travestindo-a de novas referências e encarnações protestadoras, uma visão do mundo eminentemente sexista, antifeminista, homofóbica e transfóbica. Desse modo, cria-se uma nova frente de mobilização por trás da mesma bandeira que pode unir numerosos atores diferentes, mas também alimentar uma onda populista de pânico moral em torno da figura da «criança a ser protegida».

Sexismo e homofobia não são certamente novos ingredientes da ideologia da Liga Norte. O «paudurismo»[ix] reivindicado por esse partido, e notavelmente analisado por Lynda Dematteo em L’idiotie en politique, é constantemente encenado por seus líderes. O gesto de «banana» dirigido, em 1993, por Umberto Bossi à ministra Margherita Boniver e a boneca inflável apresentada em 2016 por Salvini durante um meeting e comparada à ex-presidenta da Câmara dos Deputados, Laura Boldrini, constituem os episódios mais violentos e revoltantes.

Mas, no que concerne às questões sexuais, as referências, as alianças e as ambições mudaram. Em cinco anos, graças a um febril ativismo apoiado pelas comunidades do Caminho Neocatecumenal, pelos grupos mais radicais do associacionismo «antiaborto» (Juristes pour la Vie e Pro-Vita Onlus, próximo do partido neofascista Força Nova), pelos tradicionalistas da Alleanza Cattolica, os «antigênero», representados pelo Comitê «Défendons nos enfants» e a associação «La Manif pour Tous Italia-Generazione Famiglia», tornaram-se um movimento e um ator incontornável do campo político italiano. Como triunfalmente dizem seus líderes, o movimento «antigênero» italiano soube «fecundar» a agenda do novo governo a tal ponto que suas referências – «a ideologia de gênero», «a antropologia humana», «o trans-humano» (que, aliás, são as mesmas referências utilizadas pela hierarquia do Vaticano, começando pelo papa Francisco) – tornaram-se as categorias de entendimento do Estado, e seu programa político uma política de Estado (como bloquear toda forma jurídica ou educacional que vise lutar contra as discriminações de gênero ou ligadas à orientação sexual e à identidade de gênero).

Ao longo do mês de julho, Salvini conduziu, a golpes de fake news e de declarações dadas ao jornal do campo identitário dos católicos La Nuova Bussola Quotidiana, uma batalha encarniçada contra as crianças de famílias homoparentais e toda forma de reconhecimento jurídico da homoparentalidade vindo, por ausência de uma lei que o autorize, de decisões da justiça ou transcrições emitidas pelos prefeitos.

Ele foi apoiado, e mesmo precedido, pelo ministro da Família e do Deficiente (no passado, o nome do ministério era dos «Assuntos familiares»), Lorenzo Fontana. «Patriota» e «cruzado», como ele se define, Fontana é um católico próximo da corrente fundamentalista e identitária, um fervoroso militante antiaborto, homofóbico e antifeminista, e, como o considera Yàdad de Guerre[x] em seu estudo sobre as relações entre extrema-direita e atores «antigênero», é acima de tudo um homem no topo do poder da Liga: responsáveis pelas alianças com a Rússia, com os grupos de extrema-direita ou neofascistas da Europa inteira, com os partidos unidos pelo Movimento para a Europa das Nações e das Liberdades, com o World Congress of Families. Este último é um think tank fundado nos Estados Unidos, em 1997, por evangelistas com importantes ramificações na Rússia, que agora reúne os principais atores mundiais da cruzada «antigênero» e é o lugar de promoção, hibridação e globalização das práticas militantes desses grupos, cujo objetivo reivindicado, como demonstra um relatório do secretário do Fórum Parlamentar Europeu sobre População e Desenvolvimento Neil Datta, é «restaurar» uma suposta «odem natural»[xi].

Uma contrarrevolução racista, sexista e homofóbica

Em sua dupla dimensão racial e sexual, a «revolução do bom senso» de Salvini é um retorno a uma ordem fantasiada feita de «povos nativos» que não devem se misturar e de sexos «ontologicamente» diferentes e complementares. Tal «revolução» visa a renaturalizar uma ordem hierárquica de lugares marcados, de papéis sexuais e raciais, e a restaurar a integridade do sistema de pensamento que concebe a raça e o sexo como «fatos da natureza» e que Monique Wittig chamou «pensamento straight».

A «revolução do bom senso» é, ao mesmo tempo, uma reatauração e uma contrarrevolução, porque ela visa à revolução liderada pelos movimentos minoritários e pretende enfrentar suas lutas e suas reivindicações, bem como os saberes e as teorias que reviraram o campo intelectual e político, afirmando que a raça, o sexo, a sexualidade não pertenciam à «natureza», mas à naturalização de sistemas de hierarquização social. Endurecer, renaturalizar as fronteiras raciais e sexuais da «nação» acaba por amesquinhar o espectro democrático.

A democracia italiana estaria sendo, então, gradualmente esvaziada de sua substância sem ser formalmente suprimida dela? Fintan O’Toole, em The Irish Times, fala em «provas técnicas de fascismo», de «pré-fascismo»[xii]: as restrições morais e políticas que definem o que é aceitável em um regime democrático são deslocadas progressivamente para outro lugar.

A Itália constituiria um exemplo arquetípico do que Wendy Brown chama uma democracia «desdemocratizada»? Éric Fassin menciona um «momento neofascista do neoliberalismo» para mobilizar un novo antifascismo que o enfrente, evitando as armadilhas da noção de «populismo»[xiii]. Tomo emprestada a voz do sindicalista ítalo-marfinense Aboubakar Soumahoro, amigo e colega de Sacko Soumaïla, morto em junho a tiros de fuzil, na Calábria, para prolongar esta análise. Soumahoro afirma que «não podemos falar de justiça sociale se não falamos de antisexismo, de antirracismo, de antifascismo».

A contrarrevolução de Salvini mira conjuntamente mulheres, homossexuais, trans, racializadxs, minorias, e mira nossos movimentos de libertação. Poderíamos, portanto, pensar e agir a partir dessa convergência de opressões. O neofascismo e seus amigxs falam hoje a língua da renaturalização da ordem sexual e racial – é preciso um neoantifascismo que fale a língua de sua desnaturalização. Em suma, precisamos de um momento antissexista e antirracista do antifascismo.

 

Sara Garbagnoli é socióloga e feminista. Ela é autora, com Massimo Prearo, de La Croisade «anti-genre». Du Vatican aux manif pour tous (Textuel, 2017).

Sara Garbagnoli

Agradecemos profundamente a generosa e amável autorização pela autora da tradução e publicação de seu artigo pelo Resista!

Este artigo foi publicado pela primeira vez no jornal francês AOC, em 10 de setembro de 2018. Disponível em: https://aoc.media/analyse/2018/09/10/italie-contre-revolution-raciste-sexiste-homophobe/

Tradução Luiz Morando

Assinaturas-Luiz

[i] Em sua página oficial no Facebook, Matteo Salvini deu as referências do passageiro que denunciou as palavras da maquinista e conclamou as pessoas a apoiá-la. Desde então, esse passageiro recebeu mais de 50.000 mensagens com zombarias, intimidações ou ameaças..

[ii] N.T.: Partido político italiano, de viés neofascista, fundado em 2003 por Gianluca Iannone.

[iii] Cf. Leonardo Bianchi. Le tristi e patetiche ronde di CasaPound in spiaggia a Ostia. Disponível em: https://www.vice.com/it/article/7xqmda/le-ronde-di-casapound-in-spiaggia-a-ostia.

[iv] N.T.: A Liga Norte é um partido político fundado em 1991, no norte da Itália, após a unificação de vários pequenos partidos autonomistas e regionalistas. É uma legenda de extrema-direita, com lastro xenófobo, antifeminista, antiaborto, contrária ao casamento entre pessoas do mesmo sexo ; enfim, defensora de uma pauta ultraconservadora.

[v] N.T.: Força Nova é um partido nacionalista de extrema-direita fundado em 1997 por Roberto Fiore e Massimo Morsello.

[vi] N.T.: Organização de extrema-direita, referente ao movimento skinhead neonazista, fundado em 1986 por Piero Puschaivo e Ilo Da Deppo.

[vii] N.T.: La Manif pour Tous (Manifestação para Todos) é um coletivo de associações conservadoras que ganhou maior visibilidade e representatividade ao se posicionar contrariamente ao Mariage pour Tous. Por sua vez, o Mariage pour Tous (Casamento para Todos) é a expressão francesa utilizada para se referir ao projeto de lei aprovado em 23 de abril de 2013, no Parlamento, que regulamentou o casamento, a adoção de crianças e a partilha de bens entre casais do mesmo sexo.

[viii] Peço licença para me referir à obra La croisade « anti-genre ». Du Vatican aux manif pour tous [A cruzada «antigênero»: do Vaticano à Manif pour tous, em tradução livre] (Textuel, 2017), escrita em conjunto com Massimo Prearo, a qual estuda a gênese, a estrutura e as questões do discurso e das mobilizações «antigênero». Em breve será publicado pela Presses Universitaires de Lyon a coletânea organizada por David Paternotte e Roman Kuhar, Campagnes anti-genre en Europe: des mobilisations contre l'égalité. [Campanhas antigênero na Europa: mobilizações contra a ilegalidade, em tradução livre.]

[ix] "La Lega ce l’ha duro » («a Liga tem o pau duro») é um slogan usado por Umberto Bossi com referência ao suposto caráter "masculino" do próprio partido e expressa o sexismo e masculinismo violento desta formação política. No jornalismo político italiano o termo «paudurismo» é usado para se referir a essa atitude ideológica abertamente reivindicada pelo partido. (Tradução livre do verbete disponível em: http://www.treccani.it/vocabolario/celodurismo/).

[x] Cf. blog de Yàdad de Guerre. Disponível em: https://playingthegendercard.wordpress.com/.

[xi] Cf. Neil Datta, Restoring the Natural Order. Disponível em: https://www.epfweb.org/node/690.

[xii] Fintan O’Toole comenta The Irish Times. Disponível em: https://www.irishtimes.com/opinion/fintan-o-toole-trial-runs-for-fascism-are-in-full-flow-1.3543375.

[xiii] Fassin comenta sobre o momento neofascista do neoliberalismo em https://blogs.mediapart.fr/eric-fassin/blog/290618/le-moment-neofasciste-du-neoliberalisme.

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