Inventário do desgoverno (5) “Cultura é um mundo problemático”

Entre as várias notícias da semana que passou e o encerramento do primeiro mês após ter sido eleito, o capitão já nos deu uma certeza e um norte de sua futura administração: não conseguirá cumprir o prometido em campanha – trabalhar com 15 ministérios. Até agora já são 20, podendo chegar a 22.

Pior: prometeu indicar técnicos. A maior parte foi negociada com bancadas do congresso e não é propriamente formada por técnicos.

Ainda pior: já são seis militares (quatro generais, um almirante e um tenente-coronel), podendo chegar a sete (mais um general).

– Luiz Henrique Mandetta, futuro ministro da Saúde, desacreditou publicamente e com empáfia a validade, eficácia e legitimidade das ações de prevenção contra o HIV/AIDS no Brasil.

– Bolsonaro defendeu critério de escolha de ministros por meio de acordos com bancadas temáticas no Congresso e não por meio de partidos(!).

– Osmar Terra (MDB-RS) foi indicado ministro da cidadania,que reunirá os atuais ministérios do Desenvolvimento Social, Esportes, Cultura e parte da Secretaria Nacional de Políticas sobre Droga. Tão logo foi anunciado, Terra deu entrevista ao jornal Folha de S.Paulo e afirmou não saber nada sobre cultura: “Cultura é um mundo problemático”.

A indicação de Terra ainda provocou descontentamento na bancada evangélica, que teve como porta-voz Silas Malafaia.

– o general Carlos Alberto dos Santos Cruz foi indicado paraa Secretaria de Governo, que desenvolve a coordenação politica com o Congresso; o general Maynard Marques de Santa Rosa será o responsável pelo Programa de Parceria em Investimentos (PPI), setor que se ocupa por definir medidas de desestatização; o almirante Bento Costa Lima Leite de Albuquerque Júnior foi indicado para ministro de Minas e Energia; possivelmente, o general Marco Aurélio Costa Vieira ocupará a área de Esportes do Ministério da cidadania.

– o mineiro Marcelo Álvaro Antônio será o novo ministro do Turismo. O digno deputado tem 21 processos contra si na justiça.

– a Procuradoria Geral da República (PGR) pediu investigação contra Onyx Lorenzoni, chefe da transição do novo governo e futuro ministro da Casa Civil, por caixa 2 – ele é acusado de receber R$300 mil da JBS.

– a extinção do Programa Mais Médicos provocou perda de 420 médicos do Programa Saúde da Família em Minas Gerais. Até o momento, menos de 3% dos 8.300 médicos selecionados no país se apresentaram e começaram a trabalhar nos locais escolhidos.

– A PGR recomendou a aprovação de contas com ressalva da campanha de Jair Bolsonaro.

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