Inventário do desgoverno (7) Coaf, Fabrício Queiroz,

A primeira arriada de calça aconteceu antes da posse: o escândalo sobre Flávio Bolsonaro alimentado por ‘dízimos’ mensais de assessores que depositavam parte de seus salários na conta de Fabrício Queiroz, militar e motorista do filho do capitão eleito, repassados posteriormente a Flávio e madame Michelle Bolsonaro. As investigações da Coaf já identificaram nove assessores nessa rede.

O pai, com seu discurso tosco e mal-ajambrado de sempre, bradou: “Ele [Fabrício Queiroz] tem que explicar. Pode ser e pode não ser.” Ele ainda considerou baixos os repasses: “Um, ao longo de um ano, transferiu R$800. O outro transferiu R$1.500, poxa!”

– No discurso realizado na cerimônia de diplomação, o discurso sem sustentação de sempre: “O desejo de mudança foi expresso de forma clara nas eleições. Não mais corrupção, não mais violência, não mais mentiras, não mais manipulação ideológica, não mais submissão do nosso destino ao interesse alheio.” – Isto deve ser emoldurado e checado todos os dias do próximo ano.

– Outra fala do capitão para ser lida ao contrário à luz do escândalo das mesadas do filho: “O Estado sem a família é um bando, o homem ou a mulher sem família está perdido nesse mundo.”

– Damares Alves, futura ministra da Mulher, da Família e Direitos Humanos deixa claro a que veio: “Temos projetos interessantes no Congresso Nacional. O mais importante que a gente vai estar trabalhando é a questão do Estatuto do Nascituro. Vamos estabelecer políticas públicas para o bebê na barriga das mães nesta Nação.” Tal projeto prevê garantir os “direitos do feto” e uma bolsa à mulher que sofrer estupro.

– Durante encontro com a bancada do DEM, o capitão eleito criticou o Pacto Global de Migração e afirmou: “Ninguém quer botar certo tipo de gente para dentro de casa.” O Brasil assinou esse tratado, que ainda passará pela votação final de ratificação em 19 de dezembro próximo na Assemble Geral da ONU. No entanto, além da fala acima do capitão, seu futuro ministro de Relações Estrangeiras, Ernesto Araújo, já afirmou que o Brasil não permanecerá no Pacto. Para um povo que tem fama (mesmo que mal interpretada) de cordialidade, é um pouco contraditório!

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