Crise do capitalismo e violências sexistas -Entrevista com Silvia Federici

Silvia Federici, escritora, ativista e professora da Universidade de Hofstra, de Nova York, é uma referência para compreender a conexão entre a crise sistêmica atual do capital e o aumento das diferentes formas de violências sobre as mulheres no que toca a análises feministas da transição do feudalismo ao capitalismo e ao papel do trabalho reprodutivo não salariado na constituição do sistema capitalista. Ela é autora de Calibã e a bruxa: mulheres, corpo e acumulação primitiva (Ed. Elefante, São Paulo, 2017).

De passagem pelo Equador para participar de diferentes encontros universitários e com movimentos feministas em maio de 2016, ela concedeu a presente entrevista a Maria Cruz Tornay. Aqui, ela analisa de maneira crítica a atualização direta e indireta da “caça às bruxas” e as consequências das políticas extrativistas sobre as vidas e os corpos das mulheres, inclusive na América Latina. Ela mostra o grave impacto da crise do sistema para as mulheres em diferentes níveis, mas também de maneira diferenciada de acordo com as regiões.

A tradução desta entrevista foi publicada inicialmente no site da revista À l’Encontre.

A crise do sistema capitalista teve efeitos importantes para as mulheres sob variadas relações, mas de maneira diferenciada de acordo com os territórios. Quais consequências podem ser distinguidas em escala global, tanto no campo do trabalho quanto no da reprodução?

A crise do capitalismo teve consequências muito diferentes para as mulheres, de acordo com as regiões do mundo, mas há também elementos comuns. Atualmente, as mulheres enfrentam, de maneira muito diferenciada, mas precisa, uma crise muito importante da reprodução em todos os níveis. A desagregação do Estado social, a queda do salário masculino, o fim da política de pleno emprego obrigaram muitas mulheres a sair do lar e arrumar emprego, que se acumulou ao trabalho doméstico não pago.

Hoje, sua jornada de trabalho é interminável, já que elas devem trabalhar tanto em seus lares quanto fora deles para compensar a redução dos serviços sociais que não são mais pagos pelo Estado. Nos Estados Unidos, as mulheres sofrem uma crise existencial, pessoal e coletiva muito significativa e se tornaram as principais consumidoras de medicamentos antidepressivos. O número de suicídios de mulheres aumentou e estima-se que a expectativa de vida atual de uma mulher proletária, sem recursos, seja de cinco anos a menos que a de sua mãe.

No plano internacional, as regiões rurais da América Latina e da África sofrem ataques muito graves que acarretam um impacto específico sobre as mulheres. Atacam-se principalmente as culturas de subsistência, que representam para muitas mulheres uma maneira de ter certa autonomia sobre o mercado e sustentar as necessidades de suas famílias, sobretudo em um contexto social em que as comunidades perderam seus recursos como resultado do ajuste estrutural e do desemprego. Ora, nessas situações, as mulheres eram frequentemente despojadas das terras que possuíam ou às quais tinham acesso.

Nesse contexto há também um ataque aos corpos das mulheres e sua autonomia…

Esse novo ataque – cujas modalidades são diferentes de acordo com as regiões – afeta o corpo das mulheres, sua capacidade reprodutiva e de controlar a procriação. Em certos casos, as mulheres são confrontadas, por exemplo, com a esterilização. Ao longo dos anos 1990, houve uma campanha de esterilização brutal em muitas regiões da África, Índia e Indonésia. Nesses países, houve safáris de esterilização: as mulheres eram reunidas e recebiam presentes, como um pacote de arroz, para serem convencidas a ligar as trompas ou retirá-las.

Penso que esses programas de esterilização respondiam a um temor de que essas mulheres dessem origem a uma geração de jovens mais combativos nos territórios colonizados, suscetíveis de lutar para recuperar as riquezas que lhes foram roubadas.

Aliás, como no Equador, proíbem o aborto, o que significa não apenas proibir às mulheres o controle de seus corpos, mas faz parte igualmente de uma política que visa controlar o trabalho das mulheres. Trata-se de submetê-las uma vez mais aos homens de suas famílias, de colocar sua sexualidade e sua capacidade reprodutiva sob controle dos homens e do Estado. É um processo que pode ser documentado em escala internacional. […]

Trata-se de um novo ataque, análogo ao que ocorreu durante o período de acumulação primitiva do capitalismo, e que passa pelo trabalho, pelo controle do acesso de mulheres à terra e pelo controle de seu corpo. Trata-se de uma verdadeira superexploração, pois agora as mulheres devem trabalhar não apenas em casa, mas também fora dela, já que devem também trabalhar nas indústrias que adotam frequentemente formas de trabalho escravo, como as maquiladoras[i].

As mulheres constituem a bucha de canhão da desestruturação industrial do mundo com a “maquiladorização” do trabalho. Mulheres jovens são obrigadas a consumir seu corpo, consumir sua vida, nessas novas plantações industriais onde há formas de trabalho verdadeiramente próximas da escravidão. As mulheres são expulsas da terra, marginalizadas; penalizam a cultura de subsistência e igualmente o corpo. Por essa razão, várias mulheres na América Latina falam de corpo e de território, por causa da continuidade que existe entre eles.

Qual relação você vê entre a crise do sistema e a exploração de territórios com a violência contra as mulheres e a caça às bruxas?

Uma imagem muito forte do que está acontecendo no plano internacional é o significativo aumento da violência contra as mulheres, não apenas em termos de número de atentados e de abuso, mas também no plano qualitativo, pela intensidade da brutalidade. Hoje, matam-se mulheres, desmembram-nas, queimam-nas vivas, enterram-nas… Nessa caça às bruxas na África, enterram-nas vivas, desmembram seus corpos com machadadas. E essas formas de violência são documentadas igualmente em países como Espanha e Itália.

Essa violência tem muitas faces: é utilizada para aterrorizar as populações, para que elas deixem os territórios destinados ao comércio ou às empresas mineradoras. É a violência de que fala Rita Segato, que tem por objetivo enviar uma mensagem à população, para fazer compreender que elas não terão direito algum de compaixão ou consideração, e obrigá-las a abandonar suas terras. Destroem-se as mulheres para destruir as comunidades, para obrigá-las a partir.

Essa violência está ligada ao trabalho: o assassinato de mulheres em Juarez [cidade no norte do Estado de Chihuahua, no México], entre as quais muitas são trabalhadoras de maquiladora, serviu para paralisar sua forma de organização. De fato, a superexploração nas áreas de fronteira provocou inicialmente protestos entre as trabalhadoras de maquiladoras. Mas o desencadeamento da violência acabou abafando e paralisando esses protestos. Há também a violência dos narcotraficantes e dos paramilitares. E a dos homens, na família, quando eles descarregam contra as mulheres suas frustrações ligadas à perda de poder social e tentam recuperar através do corpo de mulheres o que eles perderam em termos de renda.

Eu disse que no período de acumulação primitiva, o capitalismo tinha dado as mulheres aos homens como compensação pela terra que eles perderam. Hoje, o corpo de mulheres é utilizado para compensar o salário e o emprego que eles perderam. Há homens que vendem sua cônjuge para trabalho sexual, que é ainda outro tipo de violência.

Mas todas essas formas de violência estão ligadas porque têm suas raízes na desestruturação do trabalho acarretada pelo neoliberalismo, pelas relações capitalistas. Quero destacar também as interações entre, de um lado, a violência familiar – mas não privada, pois ela é tolerada e mantida pelo Estado – e, de outro lado, a violência pública e institucional. Aliás, há uma continuidade entre a violência física do desmembramento ou a queima na fogueira e a política social, pois o empobrecimento, a expropriação, a redução dos serviços sociais devem igualmente ser considerados formas de violência.

Com efeito, é importante não reduzir a violência a uma única violência diretamente física. Esta constitui um meio central para impor tudo isso, mas ela é parte integrante de outras violências: ela está integrada, configurada em toda a organização capitalista do trabalho e das relações sociais.

Em diferentes países da África e da Ásia foram documentados assassinatos e torturas de mulheres acusadas de bruxaria. Como se apresenta, nesse período, a caça às bruxas e quais são os objetivos dessa atualização?

A caça às bruxas que conhecemos atualmente começou nos anos 1980, junto com programas de ajuste estrutural e de políticas extrativistas. Essas políticas e a desestruturação das economias do Terceiro Mundo (mas também do “Primeiro Mundo”) andaram de mãos dadas, em certas regiões do mundo, com a intervenção massiva de missionários pentecostais, financiados pelos partidos de direita dos Estados Unidos.

Esses missionários chegavam com muita propaganda, afirmavam fazer milagres e suas doutrinas abriram um ótimo lugar para uma presença demoníaca que conspira e se esconde atrás de todos os males. Nos manuais desses missionários havia descrições detalhadas sobre os meios de reconhecer uma bruxa. A televisão difundia programas que explicavam como identificá-las; ao mesmo tempo, nos mercados populares também se falava de bruxarias.

Esse fenômeno teve grande importância em um contexto marcado pelo empobrecimento, as migrações, a atomização e o desmantelamento do tecido social seguido da intervenção estrangeira, em particular de companhias mineradoras e petrolíferas. Frequentemente, essas companhias conspiram com os chefes locais e com as missões pentecostais.

Mulheres que vivem sozinhas e se sustentam cultivando um pedaço de terra começam a se tornar alvos de acusações de bruxaria: acusam-nas de serem responsáveis por todos os males que atingem a comunidade, quer seja a morte de uma criança ou de um animal ou um acidente de trânsito. Os membros da família das mulheres que possuem terra, sobretudo os jovens, que querem se apropriar dessas terras, tornam-se também mercenários tanto das companhias estrangeiras quanto desses missionários.

Em muitas regiões, a falta de assistência médica foi compensada pelos curandeiros. O curandeiro moderno é um personagem que se apresenta capaz de reconhecer as bruxas. As mulheres identificadas acabam por serem presas, torturadas, despojadas de suas propriedades e assassinadas.

Na Tanzânia, em 2014, quase mil mulheres foram assassinadas ou brutalmente abusadas, acusadas de bruxaria, e isso acontece também em outras regiões da África ou da Índia. Na África, homens idosos são igualmente acusados de bruxaria, com o objetivo evidente de confiscar sua aposentadoria. Os jovens acusam as pessoas idosas de serem bruxas com o objetivo de confiscar seus ganhos. Os jovens acusavam as pessoas idosas de serem bruxas no momento em que elas voltavam da cidade com dinheiro, para despojá-las de seus valores.

Há, portanto, uma conexão e um conluio entre esses fenômenos de caça às bruxas e as políticas de despojamento, entre o contexto de despojamento e de empobrecimento e a fragmentação da solidariedade social. É preciso acrescentar que existe uma comunidade de interesses entre os principais atores: os governos, com seus planos de desenvolvimento, têm cumplicidade com as companhias mineradoras e petrolíferas, as quais têm todo interesse em deslocar vilarejos e comunidades inteiras ou realizar formas de extração muito poluentes.

Nesse contexto, a juventude local, sobretudo masculina – que não tem nenhum futuro, não vê nenhuma possibilidade de emprego ou estudos, a não ser como escapar do empobrecimento –, é facilmente recrutada pelos chefes locais e pelas companhias mineradoras, que a integram em seus exércitos privados. Esses jovens são então utilizados contra as comunidades e, sobretudo, contra as mulheres. São eles que acusam diretamente as mulheres de bruxaria na esperança de se apropriar de um pedaço de terra e alguns magros recursos.

Na África e na Índia, a caça às bruxas é desencadeada em seguida às acusações diretas, mas em outras regiões do mundo, como a América Latina, você identificou uma criminalização das práticas e dos saberes tradicionais…

As diferentes variantes da caça às bruxas estão ligadas. Algumas passam pela acusação direta do gênero: “Você é uma bruxa”. Mas há também a caça indireta, na qual se criminalizam as práticas e os saberes que o Estado não aprecia porque dão autonomia às mulheres e lhes permitem assim escapar ao seu controle.

Além da criminalização desses espaços de autonomia, há antagonismos intergeracionais, com seus conflitos de valores. Os jovens, inclusive mulheres jovens, pensam frequentemente que a felicidade está ligada ao desenvolvimento do consumo no quadro do sistema capitalista monetário. Eles/as demonstram seu desprezo e sua rejeição aos mais velhos, em particular às mulheres, pois estas têm valores que eles/as consideram ultrapassados, tais como o apego à natureza ou a recusa a vender suas terras.

Em minha pesquisa, encontrei evidências de homens idosos que afirmaram ter medo que um de seus filhos os mate para vender sua terra e depois usar o dinheiro para comprar um táxi. Isso está, aliás, em perfeito acordo com a concepção do Banco Mundial, que endossou a teoria do economista peruano Hernando de Soto, segundo a qual a terra não é verdadeiramente fértil, e a pobreza no mundo se deve ao fato de que milhões de pessoas utilizam a terra para sua estrita subsistência.

De acordo com essa concepção, a terra é fértil apenas quando é utilizada como garantia, quando é trocada no banco por um empréstimo financeiro com o qual impulsionamos uma empresa. Os jovens adotam facilmente essa concepção segundo a qual o futuro é o dinheiro e não as árvores, a terra e os animais.

Esse desprezo e essa desvalorização fazem parte de um processo histórico de desvalorização das mulheres, da terra, do processo de reprodução e, no fim das contas, da vida, já que a vida é considerada apenas como um meio de ganho individual para acumular a riqueza individual.

As políticas extrativistas e a exploração de regiões são justificadas em certos países latino-americanos como um “mal necessário” que permite obter financiamento para o desenvolvimento social. Quais foram as consequências dessa política, em particular para as mulheres?

É errado afirmar que ações extrativistas em uma região permitem o desenvolvimento social. É o que constatei ao longo de numerosos encontros com mulheres na América Latina, que narraram o que lhes acontece. Em alguns países, elas recebem “cestas básicas”, mas essa “assistência” não pode em nenhum caso compensar o despojamento, os deslocamentos de população e a contaminação da terra na vida dos povos em geral e das mulheres em particular.

A contaminação da terra acarreta uma perda de vida, de cultura e de saberes: assim, não se pode deixar mais nada às gerações seguintes. Trata-se, portanto, de um ataque contra a própria vida. Essas escassas “cestas básicas” doadas em alguns países não foram planejadas para o bem-estar das mulheres, mas sim para dar a impressão de que se dava alguma coisa a elas em troca dos despojamentos, e sobretudo para desmobilizar os protestos que eles suscitam. Com essas cestas, pretende-se eliminar as formas mais terríveis de empobrecimento, mas elas nunca pretenderam mudar o modo de produção, de criar uma sociedade mais justa.

Depois dos intercâmbios que tive com muitas mulheres da Bolívia, mas também na África do Sul, parece-me que a política de “cestas básicas” é habitualmente levada por governos que se dizem progressistas, mas ela não muda nem as condições de vida nem o sistema de produção. Sem contar que as condições exigidas para receber as cestas são complicadas.

Como resultado, as mulheres das regiões rurais que não estão familiarizadas com as instituições perdem frequentemente a possibilidade de receber essa contribuição. Para elas, trata-se mais de uma forma de controle governamental para integrá-las à economia monetária e controlar essas mulheres que ainda estavam fora do sistema. Aliás, com a queda das receitas públicas seguida da baixa do preço do petróleo e de matérias-primas, é provável que essa medida acabe por desaparecer.

Você observa uma relação entre a expropriação da terra e a nova organização da produção industrial, com a maquiladora como o único meio de subsistência para as mulheres que foram despojadas…

A desestruturação da produção industrial em um nível conjunto foi a resposta à importante luta dos anos 1960 e 1970 contra as grandes concentrações industriais. O desmantelamento de empresas como a FIAT, na Itália, deixou cidades fantasmas. Nos Estados Unidos, Detroit, por exemplo, perdeu mais da metade de sua população após ter sido um centro da luta operária.

É muito interessante notar como, desde o fim dos anos 1980, remodelamos a organização do trabalho no plano mundial: fechamos e desmantelamos as grandes concentrações industriais e reorganizamos a produção industrial em uma escala internacional com o modelo da maquiladora, que é alimentada por força de trabalho pela expropriação de terras.

Na América Latina, a expropriação da terra está na raiz da maquiladora: as mulheres jovens não podem mais se sustentar com uma atividade no campo desde que ela deixou de existir, e, diante da falta de possibilidades, elas se veem obrigadas a trabalhar nas maquiladoras. São trabalhadoras cujos pais perderam suas terras ou se endividaram, por exemplo, por causa da política da Monsanto, que as obrigava a comprar as sementes. O despojamento da terra, o endividamento, sobre o qual se construiu a maquiladora, substituíram as grandes concentrações industriais.

A maquiladora é uma instituição não apenas econômica, mas também de tipo militar. Nessas fábricas, pode se impor não importa quais condições de trabalho, sem horários e sem direitos, com proibição de se organizar ou se sindicalizar. A maquiladora é um ataque à saúde das mulheres e aos direitos humanos em geral. É preciso lembrar quantas mulheres morreram por não poderem sair de um prédio porque as portas da fábrica estavam trancadas. São incidentes que lembram o período de acumulação primitiva do capital. […]

Silvia Federici (1942, Parma, Itália), professora na Hofstra University de Nova York. Ativista feminista desde 1960, ela foi uma das principais estimuladoras dos debates internacionais sobre as condições e a remuneração do trabalho doméstico. Durante os anos 1980, trabalhou como professora na Nigéria, onde testemunhou a nova onda de ataques contra os bens comuns. Autora de Calibã e a bruxa: mulheres, corpo e acumulação primitiva (Ed. Elefante, São Paulo, 2017).

Mari Criz Tornay Marquez faz parte do conselho de redação de Pueblos – Revista de Informacion y Debate, revista publicada na Espanha.

Entrevista publicada em 28 de outubro de 2016, na revista Contretemps, disponível em https://www.contretemps.eu/crise-capitalisme-et-chasse-aux-sorcieres-entretien-avec-silvia-federici/

Tradução: Luiz Morando.

“Esse fenômeno [de caça às bruxas] teve grande importância em um contexto marcado pelo empobrecimento, as migrações, a atomização e o desmantelamento do tecido social seguido da intervenção estrangeira, em particular de companhias mineradoras e petrolíferas. Frequentemente, essas companhias conspiram com os chefes locais e com as missões pentecostais.” (Silvia Federici, a respeito de violências sexistas contra mulheres)

[i] As maquiladoras são fábricas de montagem em vários setores. As mercadorias importadas para reexportação são montadas aí com isenção e direitos alfandegários. Seus proprietários beneficiam-se, portanto, com uma mão de obra barata e pagam (na melhor das hipóteses) tarifas alfandegárias apenas sobre o valor do produto acabado menos o custo total dos componentes importados para sua fabricação. (Redação de À l’encontre)

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